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Pós-votação: eleições gerais na Rep. Dem. do Congo

14/12/2011 - As eleições gerais na República Democrática do Congo, disputadas no dia 28 de novembro deste ano, resultaram na reeleição do atual presidente, Joseph Kabila, apesar dos outros candidatos presidenciais não reconhecerem a validade das eleições. Os observadores internacionais apontaram muitos problemas graves no processo eleitoral. Segundo o resultado divulgado no último dia 9 de dezembro pela Comissão Nacional Eleitoral Independente (Ceni), Kabila, do Partido Popular para a Reconstrução e a Democracia (PPRD) teve 48,95% dos votos, enquanto que seu principal adversário, Etienne Tshisekedi, da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), teve 32,33%.

No total houve 11 candidatos presidenciais e 18 mil candidatos para as 500 vagas no parlamento. É a segunda eleição após a guerra civil que terminou em 2003. A ONU tem seu maior contingente militar, 22 mil pessoas, no país, que é o maior da África em tamanho. Kabila, de 40 anos, está no poder desde 2001. O Centro Carter, entidade de observação eleitoral liderada pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, apontou inúmeros problemas nas eleições, afirmando que os resultados divulgados pela Ceni não têm credibilidade. Em geral, os observadores internacionais destacaram os problemas dessas eleições, sem contudo retirar totalmente a legitimidade do processo eleitoral.

Após o anúncio dos resultados, o oposicionista Tshisekedi se autoproclamou presidente eleito. Entre as irregularidades apontadas pelos outros candidatos presidenciais estão a proibição dos últimos comícios, o uso da máquina do Estado a favor do atual presidente, a falta de urnas, de cédulas, e a fraude na apuração, entre muitas outras. No país, muitos distritos eleitorais têm difícil acesso por causa da vegetação, e às vezes são necessários vários dias de caminhada para poder votar.

O número de eleitoresregistrados é de 32 milhões, 7 milhões a mais que nas últimas eleições, em 2006. Desde que o país conquistou a independência da Bélgica, em 1960, esta foi a segunda vez que foram realizadas eleições, sendo que a primeira foi só há 5 anos, depois do fim da guerra civil. Isso mostra que a construção da democracia tem um longo caminho pela frente ainda na República Democrática do Congo. Por isso, apesar de ainda não se poder chamar o país de democrático, é preciso ressaltar que essas eleições foram um considerável avanço. É fundamental então que as eleições ocorram em intervalos regulares, previsíveis e que a qualidade do processo eleitoral continue melhorando nas próximas eleições. Clique aqui para ver o vídeo da notícia.




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